O projeto de Cultura de Paz em Escolas está no DNA deste instituto, fundado em 2014 com este objetivo específico. Nestes anos, adquiriu-se uma importante expertise no campo da Educação Para a Paz. Este cenário se tornou mais desafiador após a pandemia do Coronavírus, que agravou a crise socioemocional das escolas, e após os sucessivos ataques violentos a escolas em março e abril de 2023.
As escolas passaram a administrar dramas maiores de violência direta cotidiana – brigas, surtos, ataques, assédio – e conflitos de natureza emocional – depressão, ansiedade, bullying, estresse, Burnout, violência estrutural e cultural. A educação brasileira vive um colapso socioemocional. Nossa ação, nesse sentido, se sustenta em metodologia técnica, cujos resultados apresentamos abaixo.
O trabalho de Educação Para a Paz, deste instituto, pode ser de forma pontual ou prolongada. Somos chamados com frequência para ações pontuais, de contenção de violência e gestão emocional. No entanto, sempre aconselhamos as escolas a elaborar uma política clara e continuada de educação socioemocional e gestão de conflitos.

Ações pontuais – O que pode ser feito
Ações de Cultura de Paz nas escolas que podem ocorrer de forma pontual.
- Palestras sobre temáticas-chave no campo da Educação Para a Paz: comunicação não-violenta, gestão de conflitos na escola, gestão de emoções, processos circulares.
- Curso de Comunicação Não Violenta para os professores e profissionais de Educação, ou para os pais dos alunos e comunidade escolar.
- Imersão ou curso de Educação Para a Paz
- Círculos restaurativos para se solucionar conflitos específicos e pontuais da escola
- Círculos restaurativos ou rodas de conversa para se melhorar a relação de convivência. Geralmente são temáticos: masculinidade sadia; bullying; assédio; gestão da agressividade; relacionamento; conflitos familiares etc.

Ação prolongada – O que pode ser feito
Ações de Cultura de Paz nas escolas que podem ocorrer de forma prolongada.
No Instituto Shanti Brasil se defende que todas as escolas deveriam ter uma política de Educação Para a Paz. Porque os conflitos na escola, e a convivência desarmônica, causam infelicidade em toda a comunidade escolar, e comprometem inclusive o aprendizado. Nessa política, a escola pode incorporar um planejamento próprio, que pode envolver:
- Criação de uma disciplina “Paz e Convivência” incluída na grade curricular, como fazemos na Oga Mitá.
- Círculos de paz frequentes para solução de conflito (semanais ou mensais) e melhoria da convivência, como fazemos no CEPE e no Colégio Santa Teresa de Jesus.
- Vivências de comunicação não violenta (CNV) com os estudantes.
- Rodas de conversa frequentes sobre temas que interferem diretamente na saúde da convivência escolar (semanais ou mensais).
- Jogos Cooperativos com o objetivo de promover valores, e também com capacidade de transmitir conteúdo (sim, existem jogos que abordam parte do conteúdo programático).
- Cinedebates com o objetivo de trabalhar temas que estejam interferindo na saúde da convivência escolar.
- Incorporação de meditação em determinados horários, para diminuir níveis de ansiedade e depressão.
- Formação de “mediadores mirins” entre os estudantes. Eles podem ser habilitados a escutar as questões dos alunos e encaminhar para solução de suas questões, sejam conflitos internos ou interpessoais.
Essas diferentes possibilidades são organizadas a partir de reuniões iniciais entre o instituto e a direção da escola. É muito importante que os profissionais de educação participem da elaboração desse planejamento, para que sintam pertencentes ao projeto e atuem a seu favor.

Formação de profissionais
O Instituto Shanti Brasil também realiza formação de professores em Educação Para a Paz. Com frequência, o processo é adotado para grupos. Os trabalhos mais completos já realizados por este instituto foi feito com as redes de educadores de Nova Friburgo (RJ) e Taquari (RS), que formaram todos os integrantes da sua rede. Nosso instituto também já formou os educadores das unidades socioeducativas de Aracaju (SE).

Indicadores de desempenho – Oga Mitá
O instituto levantou, recentemente, indicadores do resultado de seu trabalho na escola Oga Mitá, um de seus parceiros. Os resultados foram bastante positivos. Veja a nota média que os estudantes deram, avaliando de 1 a 5:
- Abertura ao diálogo e preparo dos educadores: 4,50
- Os encontros fizeram refletir sobre comportamentos: 4,28
- Sentir-se ouvido e acolhido: 4,26
- Encontros prazerosos e positivos: 4,19
- Melhora nas escolhas de vida: 4,04
- Média geral combinada: 4,25
Além disso, veja os efeitos percebidos na vida dos estudantes:
- Aumento da capacidade de reflexão: 74,1%
- Estratégias de enfrentamento a situações difíceis: 66,7%
- Resposta pacífica a conflitos: 63,0%
- Capacidade de cuidar de si: 63,0%
- Conhecimento das próprias emoções: 59,3%
- Melhora no relacionamento familiar: 44,4%
- Melhora da autoestima: 33,3%

Indicadores de desempenho – Colégio Santa Teresa de Jesus
O instituto levantou, recentemente, indicadores do resultado de seu trabalho no Colégio Santa Teresa de Jesus, um de seus parceiros. Os resultados foram bastante positivos. Veja a nota média que os estudantes deram, avaliando de 1 a 5:
- Abertura ao diálogo e preparo do educador: 4,74
- Encontros prazerosos e positivos: 4,27
- Os encontros fizeram refletir sobre comportamentos: 4,06
- Melhora nas escolhas de vida: 4,05
- Sentiram-se ouvidos e acolhidos: 3,89
- Média geral combinada: 4,20
Além disso, veja os efeitos percebidos na vida dos estudantes:
- Aumento da capacidade de responder pacificamente a conflitos: 58,8%
- Melhora da autoestima: 55,9%
- Aumento da capacidade de cuidar de si mesmo: 52,9%
- Aumento da capacidade de reflexão sobre padrões de comportamento: 47,1%
- Elaboração de estratégias de enfrentamento a situações difíceis: 44,1%
- Busca por conta própria de reportagens, livros, podcasts ou vídeos 41,2%
- Conhecimento ampliado das próprias emoções e afetos: 35,3%
- Melhora no relacionamento familiar: 26,5%

