Masculinidade sadia

Desde 2019, o Instituto Shanti Brasil desenvolve um trabalho consistente voltado para a discussão e desconstrução de padrões nocivos de masculinidade. Através de metodologias como os Círculos de Construção de Paz e a Comunicação Não Violenta (CNV), promovemos espaços de reflexão e amadurecimento focado em novos paradigmas para o público masculino.

Nosso trabalho é reconhecido nacionalmente, sendo laureado com o Prêmio Cultura de Paz da OAB-RJ em 2020 e com a menção honrosa do Prêmio Patrícia Acioli de Direitos Humanos em 2024. O instituto também integra redes de referência na área, como a articulação global MenEngage e a rede Copai, voltada para a promoção da paternidade. O eixo de Masculinidades do Instituto Shanti Brasil é coordenado por David Aquino Filho, Leandro Uchoas e Daniel Fabrizio.

Grupo Semanal Aberto

Semanalmente, o instituto oferece um grupo de convivência gratuito voltado para homens (qualquer pessoa que se autoidentifique como homem). As reuniões acontecem todas as segundas-feiras, às 18h30, em formato presencial ou online. Já realizamos mais de 500 círculos, desde 2019. A cada encontro, trabalhamos um tema específico focado na autoobservação e na transformação comportamental. Há momentos no ano em que, para estruturar essa jornada, utilizamos a metodologia da Mandala dos Homens, que percorre de forma sequencial e profunda diferentes esferas do comportamento e da experiência humana.

Reportagem da GloboNews sobre o trabalho do Instituto Shanti Brasil.

Atuação em Empresas, Escolas e Comunidades

Além do grupo aberto, a abordagem do instituto é adaptada para diferentes contextos institucionais e comunitários. Em parceria com o Nupemec, conduzimos um trabalho especializado no Tribunal de Justiça voltado para homens autores de violência doméstica no contexto da Lei Maria da Penha. Essa prática já foi incorporada em cinco Cejuscs, com outros dois atualmente em fase de preparação.

No meio corporativo, realizamos palestras, workshops e círculos reflexivos com colaboradores de empresas como State Grid, Neoenergia, Eaton e Priner. Nas escolas públicas e privadas, conduzimos ações com estudantes, incluindo a realização de círculos mistos com a participação de mulheres quando apropriado. O programa também leva o debate da violência doméstica a territórios vulneráveis, como no projeto Laços de Esperança, no Morro do Borel, em parceria com a ONG Jocum Borel. Em nosso histórico, já fizemos também ações em ONGs como Crescer e Viver e O Som das Comunidades, e em um abrigo de menores.

As antigas tirinhas da Mafalda já abordavam o tema.

Programa Temático para Instituições

Para organizações, empresas e instituições que desejam contratar uma jornada fechada de desenvolvimento para suas equipes ou públicos atendidos, oferecemos uma proposta estruturada em dez encontros temáticos. Ao longo do ciclo, abordamos tópicos fundamentais como micromachismos, relações amorosas, o paradigma do homem provedor, relações sexuais e traumas de infância. A jornada se aprofunda ainda em temas como paternidade, agressividade, assédio moral e bullying, traumas de adolescência e relacionamento abusivo. Caso tenha interesse em levar essa proposta para a sua instituição, entre em contato com nossa equipe por e-mail ou WhatsApp para solicitarmos um orçamento.

Documentário “O Silêncio dos Homens” aborda debate de Masculinidade.

Formação de Facilitadores

Com o objetivo de multiplicar essa metodologia, e expandir o alcance do trabalho para novos espaços, o instituto oferece, a cada dois anos, um curso completo de Formação de Facilitadores em Círculos de Masculinidade. Essa formação também tem sido aberta para a participação de mulheres, como facilitadoras de círculos de homens. Além disso, a instituição auxilia a Escola de Mediação (EMEDI) a oferecer um curso semelhante para facilitadores(as) de círculos de homens no contexto da Lei Maria da Penha, iniciativa que surgiu a partir da liderança do Nupemec. Essa outra formação já teve duas edições, e formou mais de 55 pessoas – todas do Estado do Rio de Janeiro. Nosso instituto também ofereceu cursos semelhantes à Defensoria Pública de Minas Gerais, e ao Ministério Público Federal da 6ª região (MPF-6).

Charge satirizando os padrões nocivos de masculinidade.

“A primeira violência que o patriarcado exige de todos os meninos não é que eles violentem as mulheres, mas que façam uma mutilação do eu, que matem a parte de si que sente, que cuida e que se conecta. Se o patriarcado exige essa mutilação, a cura exige que os homens aprendam a amar de novo.”
(bell hooks)